Voltei!

Olá, meninas!

Voltei e quem sabe pra ficar.

Meu notebook está na UTI, coma induzido, marido ainda não conseguiu recuperar o HD e acho que não vai rolar… Perderei muitas fotos, incluindo as do ensaio gestante e do new born do Pedro #choralitros. Vou ver com a fotógrafa se ela ainda tem e pode me enviar de novo… Vamos ver!

Algumas mudanças ocorreram nessas últimas semanas. A primeira foi a mudança de emprego do marido, depois de 9 anos trampando na mesma empresa, ele conseguiu mudar. O único porém (que “causou” a segunda mudança) é que ele trabalhará aos fins de semana e folgará na semana. É um trampo muito bom, salário legal, benefícios melhores ainda e compensam o fim de semana trabalhado =D

A segunda mudança foi eu ter que sair da assessoria, com ele fora aos fins de semana é impossível de eu conseguir dar conta dos casamentos. Preciso de ajuda, pq Pedro fica comigo a tarde até após a cerimônia religiosa, quando mama e vai pra casa, mas depende da distância do local pra casa entre outras coisas, ainda cumprirei os contratos até o fim do ano (claro), mas não tem como continuar, infelizmente, pois eu realmente gostava de trabalhar com isso.

E a última mudança foi radical, cortei o cabelo mega curtinho. Rebelei, revolucionei, radicalizei… Meu cabelo não me representava, não estava feliz com ele e passei a tesoura.

Espero voltar em breve.

Beijos

Blog2

 

 

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[Guest Post] Relato de Parto!

Olá Meninas,

Uma amiga teve um lindo parto dia 03/05/2014, ela não tem blog, mas gostaria de dividir esse momento mágico com outras mulheres.

“Cedi” o espaço pra ela contar tudinho sobre a gestação e o parto do Henrique. 😉

Espero que gostem…

Vou começar pela descoberta da gravidez, dia 31/08/2013. Aquele segundo risquinho no teste, mesmo que fraquinho, deu-nos a certeza que nunca mais seríamos só nós dois!

Logo no inicio escolhemos que seríamos acompanhados pela Dra. Catia Chuba (palavras nunca serão suficientes para descrever e agradecer o quanto ela foi importante para nós!).

Eu sempre li muito a respeito de partos, maternidade, infância e estava claro que um momento tão importante na vida de um novo ser deveria ocorrer da maneira mais natural possível e a decisão por um parto domiciliar veio antes mesmo do Henrique ser gerado. Com ele aqui dentro, bastou procurar profissionais capacitados e com condutas baseadas na humanização do nascimento e nas evidências cientificas. Foi aí que surgiram a Driele e a Rose (obstetriz e enfermeira obstetrica) nas nossas vidas, a Ellen (querida doula!) além do Dr. Gilberto Mello, unico ginecologista obstetra realmente humanizado da região. A Dra. Catia se mostrou a favor da nossa escolha desde a primeira consulta, dando todo apoio para que tudo funcionasse da maneira que tanto planejamos.

A gravidez foi transcorrendo de maneira tranquila, sem nenhum problema, o que é um pressuposto imprescindível para se ter um parto domiciliar, uma gestação sem riscos. Eu continuei os exercicios fisicos, pilates e algumas caminhadas.

Quando estava de mais ou menos 32 semanas, os exercicios ficaram mais focados no parto, sob a supervisão da querida doula Ellen que me acalmou, que conversou comigo, que fez acupuntura quando eu senti que precisava relaxar, mas que também me apresentou ao querido SQN epi-no rsrsrs que é um aparelho utilizado para preparar a musculatura perineal (acredito que conseguem imaginar que trabalhar essa musculatura com um aparelho não é das tarefas mais confortáveis!).

O quartinho do Henrique foi ficando pronto, a casinha dele foi ficando apertada, dirigir não era tão confortável e, mesmo andar como passageira, era dificil! Dormir não era fácil, assim como sentar, levantar rsrs!

Com 35 para 36 semanas eu passei a sentir cólicas e as contrações de Braxton Hicks vinham doloridas, uma ou duas doloridas por dia, a cada dois dias. Era meu corpo funcionando, demostrando que toda mulher É SIM capaz de parir.

Dia 01/05, feriado, eu resolvi que iria fazer nhoque de almoço, eu fiz a massa, o molho e uma tremenda de uma bagunça! Ainda fiz um bolo de banana de sobremesa. Dizem que muitas mulheres ficam mais dispostas as vésperas do trabalho de parto, com vontade de fazer faxina, por exemplo. No meu caso, a veia culinaristica que aflorou rsrsr. Dia 02/05, resolvi fazer panqueca rsrsrs! Henrique, será que vc vai ser chef de cozinha? Rsrs! Um parênteses: nesses dias eu baixei a música “anunciação” na versão da Ellen Oléria… Escutei ela no ‘repeat’ por dias e imaginava o Henrique chegando em um domingo de manhã!

” Na bruma leve das paixões Que vêm de dentro Tu vens chegando Pra brincar no meu quintal No teu cavalo Peito nu, cabelo ao vento E o sol quarando Nossas roupas no varal A voz do anjo sussurrou No meu ouvido Eu não duvido Ja escuto teus sinais Que tu virias numa manhã de domingo Eu te anuncio nos sinos das catedrais Tu vens, tu vens Eu já escuto os teus sinais “

Não sei porque mas a música me dizia alguma coisa, algo que eu não sei explicar e não dei importância! Talvez se eu tivesse dado, saberia o que estaria por vir rsrsrs!

Passei o dia sentindo cólicas e as 21h, logo após jantar, contrações! Doloridinhas, não eram aquelas BH que eu estava acostumada… Mas achei que poderiam ser pródromos, afinal, li tantos relatos e a grande maioria contava que ocorria e poderia ocorrer por dias!! La pelas 22h30, fomos dormir e eu avisei o Helico: vou jogar uma partidinha de 2048 antes de dormir. Eu realmente não acreditava que meu TP tinha começado! Mas jogar 2048 não deu certo… As contrações pareciam estar muito ritmadas para serem pródromos e cronometrei por 30 minutos, conforme aprendemos na aula de parto da Rose e da Dri e la estava o ritmo: contrações de 6 em 6 minutos com duração de 1 minuto cada. Mandei mensagem pra Ellen contando a novidade, mas sem esperar muito, escrevi: “nao deve ser nada, vou tomar um banho pra ver se passa!”. Não passou rsrsrs e para me provar que a hora tinha chegado, um pouco de sangue começou a escorrer. Não lembro muito bem o que aconteceu nessa hora depois de eu ver o sangue, mas pelas conversas no whatsapp, eu avisei a equipe que estava bem dolorido por volta da meia noite, mas eu mesma me desacreditava rsrsrsrs dizendo que não devia ser, que ia deitar pra ver se passava. Em outra mensagem eu dizia: deitei mas nao passa!!! As 4h a Ellen chegou e eu estava com contrações de 3 em 3! Eu estava no chuveiro. Foi muito bom contar com ela, um apoio sem igual, com acupuntura, palavras encorajadoras (que não lembro todas, mas eu sei que estavam la!)! Logo depois, não sei quanto tempo depois, a Dri e a Rose chegaram. Eu só queria entrar na piscina! Estava mesmo na hora! Acho que só quando entrei na piscina que percebi esse detalhe. O Helio me falou isso diversas vezes durante o TP, eu me lembro! “Vamos conhecer o Henrique!” Aliás, ter um marido que se empoderou durante o processo foi muito, mas muito bom. Ele me segurou literalmente, me apoiou psicologicamente, me falou coisas boas durante todo o TP. Meu amor infinito por ele.

Não lembro de nada depois da piscina. A Ellen me disse que me mandava comer e eu negava. Eu sei porque negava, porque as dores me davam ânsia de vomito rsrs! Ela me contou que me fez tomar um copo de agua com açucar. Isso foi necessário pois eu estava há horas sem comer. Jantei 20h e pouco e o bicho começou a pegar logo depois, bem na hora de dormir. Estomago vazio, energia zero, não tinha forças para mais nada, a agua com açucar deve ter me dado um pouco mais de cor rsrsrs!

Lembro que ja estava claro e a equipe improvisou cortinas na varanda, onde a piscina foi montada. Estava uma delicia aquela agua quentinha, os lençóis cobrindo o sol… E as dores botando tudo pra quebrar rsrs! E eu que gostava dos videos silenciosos, lembro de vocalizar bastante! E eu falava sempre pra equipe durante nossa preparação: “nao vou gritar, nao gosto desses videos que a gestante grita” acabei pagando a lingua rsrs!

Em certo momento, a Dri me pediu para ficar mais vertical, para medir os batimentos do Henrique. Lembro que ela também pediu para eu sair da água e aí lembro da conversa que tiveram comigo: “Ro, os batimentos estão ficando fracos, nada fora do comum, mas é um bom momento para ligarmos pro Dr. Gilberto e irmos encontra-lo na casa de saúde.” Ok, vamos! Esse é bom de estar com uma equipe que passa confiança e segurança. Em nenhum momento eu me desesperei, me descabelei ou desconfiei que algo pudesse dar errado. Estava claro: tudo bem com o Henrique, mas melhor irmos. Ainda faltava o mais dificil pra ele: passar pelo canal de parto. Por isso a decisão de ir. Claro que o plano era não precisar transferir, era parir em casa e por la ficar até o dia do exame do pezinho ou consulta no pediatra, mas a vida é assim, apenas planos!

Só que… Eu estava com contrações de 1 em 1! Como pegar elevador, entrar no carro, andar até a casa de saude? Rsrsrs tenso! A Rose foi com a gente no carro e Essa parte eu lembro! Eu fui no banco de trás em 4 apoios e eu sentia uma vontade absurda de fazer força. E fiz! Depois a Rose me contou que sentiu que ele quase nasceu no carro. Ele foi aparando meu períneo durante o trajeto. Chegando no hospital, o Dr. Gilberto ja tinha cuidado das burocracias e fui direto trocar de roupa. Fico imaginando a cara das pessoas vendo uma mulher toda bagunçada adentrando na maternidade em TP… Vocalizando, abaixando no meio da contração rsrs! Se as enfermeiras ficam assustadas, sem reação, pode-se imaginar um leigo. O que é muito triste, considerando ser o parto um evento fisiologico inerente a todas as mulheres. Chegando no local onde eu deveria trocar de roupa, uma contração forte veio e eu me abaixei. Escuto uma das enfermeiras gritar desesperada: “levanta daí senão nasce no chão!!!!!!” E tenta me levantar a força! Essa cidadã não sabe o que é respeitar o protagonismo de uma mulher em trabalho de parto… Outra queria trocar minha roupa no meio da contração e falando: “mãezinha, tem que por essa roupa logo antes que essa criança nasça aqui”. Mas ué, qual o problema? Rsrs! Levou uma resposta a altura, assim como a que me mandou levantar. Parênteses: não permitiram que a equipe que me acompanhava em casa entrasse comigo. O Helio estava se trocando, então fiquei momentos sozinha, até o Dr. Gilberto me buscar para levar ao centro obstetrico.

No centro obstetrico o show de horrores da enfermagem continuou. Muitas falaram: “não adianta gritar, mãezinha”, os olhares atravessados e nenhuma palavra de incentivo. Eu estava sem controle mesmo, desconcentrada. A gota dagua foi uma pessoa, que eu achava ser enfermeira, fazer menção de subir na minha barriga para executar a ‘manobra de kristeller’. Eu reparei que ela usava um relogio bem bonito e ainda pensei: “ué, que hospital moderno, as enfermeiras podem usar relogio no CO”! Berrei com a mulher para nao encostar em mim e ouço: “seu bebe tem que nascer e eu preciso empurrar” e eu: nao encosta em mim!!!!!!! Dr. Gilberto pediu gentilmente pra ela se afastar e ela saiu batendo o pé. Depois descobri que essa mulher não era enfermeira. Ela se entitula, ou melhor, a entitularam como humanizada da região! Piada… Kristeller além de ser muito dolorido para quem recebe, pode causar diversos problemas ao RN, non ecziste isso na humanização, doutora!

A anestesista chegou e aplicou uma analgesia que não fez cócegas. Aliás, fez, me desconcentrou um pouco mais rsrsrs e aí que as forças não eram direcionadas pro lugar certo. Eu continuei sentindo tudo.

Sem conseguir focar minhas forças, sem concentração, em posição ginecologica e sem doula, foi necessario o uso de forceps para retirar o Henrique, que nasceu após 3 forças, às 9h33 da manhã, pesando 2,880kg e medindo 48 cm. Apgar 8/10, todo melecadinho de vernix, direto pro meu colo! Ficamos nós 3 namorando enquanto o Dr. Gilberto suturava a laceração. Não foi feita episiotomia, aprendam com o Dr. Gilberto , “umanisados” de Santos. Não existe episio de rotina, tampouco períneo rígido e outras balelas referentes a esse assunto. Recomendo o blog da Melania, médica que esta há 12 anos sem fazer um cortinho sequer.

Consegui negociar diversos procedimentos padrão do hospital com a pediatra plantonista, muito bacaninha ela, como não esfregar o corpinho dele depois que nasceu, não aspirar as vias aéreas e anais, a vitamina k ser aplicada no meu colo, alojamento conjunto o tempo todo, sem banho, trocas feitas pelos pais e no quarto. Todos foram atendidos, exceto o colírio de nitrato de prata, que foi pingado na presença do pai, pelo menos isso. Até a placenta guardaram! Claro, tive que responder às curiosidades das enfermeiras: ” por que vc quer a placenta??”, “pq nao pode dar banho?” Rsrs!

E foi assim que Henrique veio ao mundo. Na hora que estava pronto! O desfecho hospitalar não foi o que imaginamos, mas foi muito melhor do que podíamos prever, mesmo no meio do caos obstétrico que vivemos em Santos, com ameaça de fechamento de maternidades e a obrigatoriedade de agendamento de parto!

Agradeço à toda equipe, Driele, Rose e Ellen por estarem ao meu lado durante as 38 semanas e 2 dias de gestação, respondendo meus questionamentos, me ensinando e me preparando. São 3 pessoas doces, pacientes e sábias que, com certeza, estarão presentes em meus próximos partos.

Obrigada ao Dr. Gilberto que fez o que estava ao seu alcance na Casa de Saude para que eu fosse bem atendida e não invadida.

Obrigada, meu amor, meu amigo, meu marido Helio por todo suporte, por confiar em mim e no meu corpo e, claro, por ser a outra metade do Henrique.

Por fim, obrigada Deus por me permitir sentir o amor mais intenso e por me ensinar que tenho mais força do que imaginava!

À todas as minhas amigas empoderadas que torceram por mim, que se preocuparam quando mandei mensagem avisando do inicio do TP, muito obrigada, vamos espalhar por aí tudo que acreditamos, o protagonismo feminino e o respeito na hora de nascer!

Henrique, se fiz tudo isso, o motivo foi exclusivamente você! Te amo mesmo antes de te ver pela primeira vez! ❤

Sumiço!

Gente, passando rapidinho por aqui pra tirar o pó *Kkkkkkkkk*
To escrevendo pelo celular, meu note deu pau no HD e, como em casa de ferreiro o espeto é de pau, sabe Deus quando marido poderá olhar pra mim =(
Pedro cresce alucinadamente, é um bebê risonho de 6,500kg que só mama no peito [mamãe orgulhosa mode on]
Estamos mais “ativiztas sangue nos oio” do q nunca, criando grupos, marcando encontros e tentando dar nossa contribuição ao movimento.
Dia 03/05 foi o batizado do Pedro e foi tudo muito legal, tentarei fazer um post só sobre isso.
Por hora é isso, um catadão meio “marromeno” do último mês.
Assim q possível posto novamente.
Beijocas
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Relato de Parto Domiciliar Assistido (02/01/2014)

E numa semana de tantos absurdos obstétricos, chega meu relato de parto domiciliar, assistido e respeitoso, em comemoração aos 3 meses do Pedro 🙂

Descobri que estava grávida dia 01/05/2013, depois de 5 meses de tentativas. Logo contamos pra família e amigos próximos, e, junto com a felicidade de estar gerando uma vida, veio a necessidade de proporcionar um nascimento respeitoso pra esse serzinho.

Positivo

 

 

 

 

 

 

Primeiro, fomos atrás de umx GO humanizadx. Graças a uma amiga que teve seu parto normal hospitalar, eu já tinha saído da Matrix obstétrica e acabei indo em umx que eu não tinha curtido muito (fui antes de engravidar), mas era a única opção que meu plano oferecia.

O atendimento à gestante era bom, mas nunca o tema parto foi abordado pelx médicx, somente uma vez a secretária me disse que para “fazer” o parto eu teria que pagar, assinar um termo de ciência e um contrato pela disponibilidade dx médicx.

Com cerca de 13 semanas, li sobre as intervenções feias no bebê pós nascimento quando se está no hospital. Não gostei. Não queria que meu filho passasse por tudo aquilo logo que nascesse e, então, comecei a namorar a ideia de um parto domiciliar.

Em um dos muitos grupos de apoio à humanização, conheci uma moça que teria um PD. Ela me passou o contato da equipe. Conversei com o marido e ele concordou em irmos conversar com as parteiras e ver como funcionava, quanto custava, como era decidida a remoção no caso e emergência e se precisava mesmo de UTI dentro de casa (mitos envolvendo o PD da Gisele Bunchen).

Saímos da consulta apaixonados pelas parteiras, elas sanaram todas as dúvidas e passaram uma segurança absurda pra nós. Saímos decididos a ter nosso Pedro em casa

Continuei o pré-natal com x médicx do plano e iniciei o pilates pra ir me preparando, também fazia caminhadas diárias na praia.

Na véspera da nossa consulta de 30 semanas, a secretária dx médicx que me acompanhava ligou desmarcando a consulta porque meu plano foi cancelado. Por sorte, o plano de saúde pela empresa do meu marido tinha acabado de ser aprovado e pude continuar o pré-natal com umx médicx realmente humanizadx, que não recriminava a nossa opção pelo parto em casa, não colocou medo com relação ao peso (engordei 13Kg no total) , esperava até 42 semanas, não fazia toque de rotina… Um sonho!

Com 38 semanas, eu pedi um exame de toque, e x medicx atendeu meu pedido – eu estava muito curiosa pra saber se tinha alguma evolução e tinha: quase 2 cm, ou seja, meu corpo estava trabalhando e o melhor SEM DOR!

A partir das 39 semanas, começamos a ter acompanhamento semanal com a parteira (medir pressão, barriga e auscultar o coração do bebê). Só iríamos ao médico de novo se passasse das 41 semanas e precisasse de algum exame que só médicos podem pedir.

Passou Natal, passou Ano Novo e nada de Pedro dar as caras…

No dia 02, acordei às 06h30 pra ir ao banheiro (vida de grávida) e senti uma dor “diferente”. Ela vinha das costas, descia pra barriga e era doloridinha. Até aquele momento, só havia sentido contrações indolores. Na hora avisei ao marido, que estava se arrumando pra ir trabalhar, que estava sentindo contrações e que Pedro poderia chegar naquele mesmo dia.

Como ainda não doía muito, voltei a dormir e fiquei até umas 10h00 na cama. Levantei, tomei meu café e fiquei monitorando as contrações pra enviar pra Doula e pra Obstetriz. As contrações eram nada ritmadas, vinham aleatoriamente, mas já bem doloridas.

Fui almoçar na minha mãe e escondi que as contrações estavam acontecendo, nós decidimos não contar o início do TP para não gerar ansiedade nas avós, já que não sabíamos quanto tempo demoraria

Voltei pra casa por volta de 14h00, e a Doula veio aqui ver o que estava acontecendo, já que eu, mãe de primeira viagem, ainda tinha dúvidas. Logo que ela chegou meu marido avisou que a empresa estava sem luz e estava vindo pra casa.

Ela me avaliou, colocando a mão sobre a minha barriga no momento da contração, ela disse que não estavam ritmadas, mas eram eficientes, que essas dores poderiam ser somente pródomos e durarem mais uns dias ou poderiam engrenar. Ela sugeriu eu ficar na bola com água caindo na lombar pra ver se as dores espaçavam, se fosse TP, não espaçariam

Nisso marido já havia chegado e queria ir até a padaria comprar suprimentos para caso Pedro resolvesse nascer naquela madrugada, pedi que ele esperasse eu ficar no chuveiro pra cronometrar as contrações pra enviar pra equipe. 30 minutos em baixo do chuveiro morno, contrações doloridinhas e bem espaçadas: enviamos as informações. Saí do banho, marido foi à padaria, aí o negócio pegou. O banho “apertou” as contrações ao invés de espaçá-las, nessa hora pensei: “Queria que diminuísse pra eu dormir um pouco” e logo depois “Hoje Pedro chega.”

Quando o marido chegou da padaria, eu estava sentada no vaso (era o lugar mais confortável da casa) chorando porque a dor estava bem forte. Ele preparou a casa com os plásticos e lençóis e pediu pra Doula voltar, eu estava com MUITA dor. Ele foi tirando minha roupa, e, quando vi, já estava nua e assim fiquei.

. Logo (ou não, nessa hora já não tinha muita noção de tempo) a Doula chegou e colocou agulhinhas de acupuntura na lombar para aliviar a dor. Ajuda bastante.

Eu fiquei quase todo o tempo de quatro, no início pernas esticadas e braços apoiados no sofá, era a forma que eu aguentava quando as contrações vinham.

Às 20h45 a bolsa estourou. Achei que as contrações iriam doer ainda mais, mas não senti diferença significativa de antes ou depois da bolsa estourada. A Doula entrou em contato com as parteiras e, por volta de 21h40, elas chegaram (eu acho, pois o Félix (novela Amor a Vida) estava na TV essa hora). Uma delas perguntou se eu queria fazer um toque para ver a evolução, e (claro) aceitei. Meu pensamento era: Se eu tiver com poucos centímetros não vou aguentar, vou pagar a língua e ir pro hospital. Só queria que a dor passasse.

Ela fez o toque e, pra minha surpresa e deleite, estava totalmente dilatada e só faltava uma pontinha de dedo pra ele nascer. Ouvir isso me deu um gás. Faltava pouco agora.

As contrações continuavam bem doloridas, e elas sugeriram que eu fosse pro banquinho de cócoras pra ajudar o bebê a descer. Meu marido ficou apoiando minhas costas, e eu fiquei fazendo força.

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Não sei por quanto tempo fiquei nessa posição, mas ele não estava descendo como “deveria” e elas sugeriram mudar de novo, tentamos mais umas 2 posições, mas elas não eram eficientes, e, cada vez que eu precisava me mexer e mudar de posição, doía MUITO! Elas tentaram fazer rebozo, mas isso doeu mais que tudo e pedi pra elas pararem, no que fui prontamente atendida.

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Pedi pra me sugerirem outra posição que ajudasse ele a descer e finalmente nascer. Elas sugeriram cócoras, mas eu não consigo ficar nessa posição (nunca consegui), então a Doula pediu pra eu ficar de joelhos no chão e sentar nos calcanhares, essa posição ficou “confortável” e segui fazendo força. Num determinado momento (não me lembro qual), elas pediram pro marido sentar no sofá, ele ficou de mãos dadas comigo incentivando, a Enfermeira ficou com a mão apoiada no alto da barriga pra ele não subir quando a contração acabasse. A Doula fez um movimento de “apertar” a lombar pra ajudar a passagem, e a obstetriz estava embaixo, separando os lábios pra ajudar a saída. Depois esse COMBO, mais umas 3 contrações, senti Pedro sair.

Ele saiu com tudo, de uma vez só. E a dor sumiu feito mágica.

Fiquei imóvel esperando o chorinho que veio um pouco depois, baixinho. A obstetriz deu o Pedro pro meu marido, me viraram (eu estava de costas pra onde ele nasceu) e sentaram no sofá. Meu marido entregou o serzinho pequeno e vermelho pra mim – o choro continuava baixinho, sem gritos, sem desespero. Ficamos esperando o cordão parar de pulsar, e ele não quis mamar naquela hora. Ficamos só olhando.

NasceuCordão

 

 

 

 

 

 

 

Meu marido que cortou o cordão. Depois, tomei ocitocina pra auxiliar a saída da placenta. Não sei quanto tempo demorou. Após a saída da placenta, fui tomar um banho, lavei os cabelos e voltei pro quarto pra ver se tive lacerações. Tive algumas no início do canal – eu sei que fiz força “além da conta”, mas períneo íntegro (e viva o epi-no).

Depois da foto com a equipe, tomamos lanche (fiquei com uma fome sem igual) e ficamos eu e meu marido namorando nosso bebezinho recém-chegado no chão da sala com 3.400Kg, 50 cm, apgar 7/10, mecônio espeço e uma circular de cordão.

Equipe

 

 

 

 

 

 

E assim foi a chegada de Pedro à nossa família.

Espero que gostem e se inspirem a parir.

Fotos: Arquivo pessoal (relevem a qualidade foram tiradas do celular e poucas com flash)

Projeto Caminhando para o Parto Natural.

Olá, meninas…

Hoje venho aqui divulgar o projeto “Caminhando para o Parto Natural“, que eu, a Ellen Infante, fisioterapeuta (minha) doula e blogueira do Gerando, Maria Laura do Contando os Dias para ter você e a Patrícia Simões do Conversando com Bernardo criamos.

Infelizmente Santos está na contra mão da humanização, temos pouquíssimos profissionais humanizados, quem me acompanha a mais tempo sabe o “perrengue” que foi achar um médico que apoiasse a humanização.

Na baixada não temos nenhum grupo de apoio e achar informações de qualidade tem sido bem complicado, então, surgiu a ideia de fazer esse espaço (por enquanto) virtual de apoio e auxílio a quem procura ter um parto respeitoso.

O blog será, em sua maioria, voltado para a Baixada Santista, mas acredito que atenderá qualquer pessoa que caminha em busca de um parto natural.

Espero que gostem e que me sigam por lá também.

Beijocas

2 meses e 10 dias!

Olá, meninas…

Hoje Pedro completa 70 dias de vida fora da barriga e as coisas estão ficando muito engraçadas.

Ele já ri, faz barulinhos tipo Aun, Agu, ééééééééééééééééé, descobriu que tem mãos e as enfia inteira na boca.

Estamos firmes e fortes na amamentação exclusiva, na cama compartilhada e slingando por aí.

Hoje ele já fica um tempo legal “brincando” na cadeirinha que ganhamos de uns amigos de SP ou até mesmo no carrinho, desde que não esteja completamente abandonado sozinho. Eu já acho um avanço GIGANTE, até pouco tempo ele não ficava mais que 20 min quietinho fora do colo. Um sinal que bebês não viciam em colo como os antigos pensavam #ficaadica

Adele continua apaixonada, a alegria dela é lamber a cara toda dele… Estamos começando a deixar, pq era um stress ficar falando não o dia inteiro pra cachorra. Ele fecha os olhos, mas parece que gosta das lambidas

Segunda (10/03) ele tomou a temida vacina dos 2 meses e olha o bagulho ficou PUNK. Tomamos a vacina às 10h00, ele a pentavalente e eu a segunda dose do Tétano, quando eram mais ou menos 14h00 ele começou a berrar quando se mexia. O pediatra já tinha mandado comprar o remédio pra caso a reação viesse, demos o remédio e mesmo assim ele chorava muito quando se mexia e assim foi até as 02:00. Durante a tarde ele tirou uns cochilinhos de 1 horinha e à noite, mais um de umas 2 horas, teve febre e não conseguiu mamar direito. A situação só foi se normalizar às 05h00 de terça.

É realmente desesperador ver ele chorando tanto e não poder fazer nada, nem o remédio deu jeito. Sei que é necessário e talz, mas a vontade é nunca mais entrar num posto de saúde pra vacinar, a não ser que sejam as gotinhas *hauahauahuahauahuahauhau*

Eu sei que estou devendo o relato, ele já está quase no fim, espero conseguir postar logo logo.

E pra finalizar uma fotinho dele lindo e belo brincando na super cadeirinha.

Cadeirinha

Crédito da Foto: Marido (Arquivo Pessoal)

Representação!

Olá Meninas!

Depois de muito pensar, decidi “recomeçar” o blog, deixar de ser anônima. Não sei explicar a razão, mas to precisando ser eu, de peito aberto e rosto a mostra.

Por isso vou me reapresentar =D

Meu nome é Bruna, tenho 32 anos, sou casada com o Rodrigo a 2 anos e 9 meses e dia 02 de Janeiro pari meu muito lindo filho Pedro (mamãe babona detected!)

Sou administradora e trabalho com assessoria de eventos e venda de roupas e lingeries.

O blog inicia uma nova fase agora, a de mãe. Contarei aqui as delícias e desesperos da vida com um serzinho novo dentro (e fora) de casa.

Espero que curtam e me acompanhem na nova fase também.

Segue uma fotinho nossa, pra vocês finalmente, nos conhecerem!

© Mariana Caramez. Todos os direitos reservados.

Foto arquivo pessoal.

Curiosidades sobre as 3 semanas de Pedro entre nós!

Olá!

Pedro comletou 3 semanas quinta passada e a rotina da casa está frenética…

Realmente a adaptação de um casal virar um casal com um RN é tensa. A amamentação engrenou (todas comemora \o/), Pedro mama como se não houvesse amanhã,  tem a pega certinha, mas os bicos estão assados/esfolados e a primeira pegada dói pra cacete.

Banho só no chuveiro, esse bb “cheio de vontades” odiou a banheira e o balde. E quem dá banho nele é o marido,  os dois se divertem.  Huahuahuahuahuahua

Marido está encantado em ser pai e o faz com maestria. Muito fofo ver os dois juntos. Ele super me ajuda, apóia e faz Pedro arrotar e dormir pra eu poder descansar, além de cuidar de mim tb. 😉

Pedro já se espreguiça e eu fico babando, é tão bonitinho! Ele tb deu uma engordada boa.  Nasceu com 3,400 e calculamos e hj já esteja com uns 3,750.

Minhas costas doem muito, to fazendo acupuntura pra ajudar, mas ficar 24×7 com bb no colo/sling é complicado.

Não sucumbimos a chupeta mesmo após uma noite inteira de choro. Foi difícil, mas sobrevivemos.  Os 4!

Adele adora seu brinquedo novo. Qdo vem visita e chega perto ela vem do lado e “se enfia” no meio. Não late nem avança,  mas deixa claro q o bebê é dela. Qdo ele chora, ela chega antes de mim, é engraçado.
Ainda ficamos de olho pq ela é estabanada e ele mto delicado ainda.

O relato está saindo, logo menos posto.

To postando pelo celular, relevem eventuais erros. Kkkkkkkkkk

Beijos

E o Pedro chegou!

Olá, meninas!

Tudo bem com vcs?

Aqui tudo ótimo e com cheirinho de bebê novo, Pedrão chegou dia 02/01/2014, às 23h21, pesando 3.400kg e medindo 50 cm.

Meu TP durou cerca de 5 horas e o expulsivo umas 2 horas.

O parto domiciliar foi sucesso, o marido empoderado essencial pra eu conseguir chegar até o final. Confesso que quase desisti em alguns momentos, a dor foi muito mais intensa do que eu poderia imaginar, mas toda ela passou quando ele nasceu.

Eu e marido estamos muito felizes pela forma que nosso baby chegou ao mundo, com muito amor e respeito, na sala da nossa casa.

Ainda estamos nos adaptando as mamadas e sono interrompido, por isso o relato deve demorar um pouquinho…

Por hora ficamos por aqui.

Beijocas