Feliz 2015!

E aí pessoas, tudo bem???

Logo posto tudinho sobre o aniversário de 1 ano do Pedro que foi muito legal!

Tô passando pra felicitar a D. do (D)esejo de bebê pelo positivo, o primeiro do ano! Que sua gestação seja tranquila e feliz! 😉

E para contar que encerramos o ano com uma reportagem no G1 da região. Ficamos muito contentes com a imprensa local abrindo espaço para esse tipo de reportagem, aqui a situação é beeeeeeeeeeeeeeeem crítica.

Beijocas

Relato de Parto Domiciliar Assistido (02/01/2014)

E numa semana de tantos absurdos obstétricos, chega meu relato de parto domiciliar, assistido e respeitoso, em comemoração aos 3 meses do Pedro 🙂

Descobri que estava grávida dia 01/05/2013, depois de 5 meses de tentativas. Logo contamos pra família e amigos próximos, e, junto com a felicidade de estar gerando uma vida, veio a necessidade de proporcionar um nascimento respeitoso pra esse serzinho.

Positivo

 

 

 

 

 

 

Primeiro, fomos atrás de umx GO humanizadx. Graças a uma amiga que teve seu parto normal hospitalar, eu já tinha saído da Matrix obstétrica e acabei indo em umx que eu não tinha curtido muito (fui antes de engravidar), mas era a única opção que meu plano oferecia.

O atendimento à gestante era bom, mas nunca o tema parto foi abordado pelx médicx, somente uma vez a secretária me disse que para “fazer” o parto eu teria que pagar, assinar um termo de ciência e um contrato pela disponibilidade dx médicx.

Com cerca de 13 semanas, li sobre as intervenções feias no bebê pós nascimento quando se está no hospital. Não gostei. Não queria que meu filho passasse por tudo aquilo logo que nascesse e, então, comecei a namorar a ideia de um parto domiciliar.

Em um dos muitos grupos de apoio à humanização, conheci uma moça que teria um PD. Ela me passou o contato da equipe. Conversei com o marido e ele concordou em irmos conversar com as parteiras e ver como funcionava, quanto custava, como era decidida a remoção no caso e emergência e se precisava mesmo de UTI dentro de casa (mitos envolvendo o PD da Gisele Bunchen).

Saímos da consulta apaixonados pelas parteiras, elas sanaram todas as dúvidas e passaram uma segurança absurda pra nós. Saímos decididos a ter nosso Pedro em casa

Continuei o pré-natal com x médicx do plano e iniciei o pilates pra ir me preparando, também fazia caminhadas diárias na praia.

Na véspera da nossa consulta de 30 semanas, a secretária dx médicx que me acompanhava ligou desmarcando a consulta porque meu plano foi cancelado. Por sorte, o plano de saúde pela empresa do meu marido tinha acabado de ser aprovado e pude continuar o pré-natal com umx médicx realmente humanizadx, que não recriminava a nossa opção pelo parto em casa, não colocou medo com relação ao peso (engordei 13Kg no total) , esperava até 42 semanas, não fazia toque de rotina… Um sonho!

Com 38 semanas, eu pedi um exame de toque, e x medicx atendeu meu pedido – eu estava muito curiosa pra saber se tinha alguma evolução e tinha: quase 2 cm, ou seja, meu corpo estava trabalhando e o melhor SEM DOR!

A partir das 39 semanas, começamos a ter acompanhamento semanal com a parteira (medir pressão, barriga e auscultar o coração do bebê). Só iríamos ao médico de novo se passasse das 41 semanas e precisasse de algum exame que só médicos podem pedir.

Passou Natal, passou Ano Novo e nada de Pedro dar as caras…

No dia 02, acordei às 06h30 pra ir ao banheiro (vida de grávida) e senti uma dor “diferente”. Ela vinha das costas, descia pra barriga e era doloridinha. Até aquele momento, só havia sentido contrações indolores. Na hora avisei ao marido, que estava se arrumando pra ir trabalhar, que estava sentindo contrações e que Pedro poderia chegar naquele mesmo dia.

Como ainda não doía muito, voltei a dormir e fiquei até umas 10h00 na cama. Levantei, tomei meu café e fiquei monitorando as contrações pra enviar pra Doula e pra Obstetriz. As contrações eram nada ritmadas, vinham aleatoriamente, mas já bem doloridas.

Fui almoçar na minha mãe e escondi que as contrações estavam acontecendo, nós decidimos não contar o início do TP para não gerar ansiedade nas avós, já que não sabíamos quanto tempo demoraria

Voltei pra casa por volta de 14h00, e a Doula veio aqui ver o que estava acontecendo, já que eu, mãe de primeira viagem, ainda tinha dúvidas. Logo que ela chegou meu marido avisou que a empresa estava sem luz e estava vindo pra casa.

Ela me avaliou, colocando a mão sobre a minha barriga no momento da contração, ela disse que não estavam ritmadas, mas eram eficientes, que essas dores poderiam ser somente pródomos e durarem mais uns dias ou poderiam engrenar. Ela sugeriu eu ficar na bola com água caindo na lombar pra ver se as dores espaçavam, se fosse TP, não espaçariam

Nisso marido já havia chegado e queria ir até a padaria comprar suprimentos para caso Pedro resolvesse nascer naquela madrugada, pedi que ele esperasse eu ficar no chuveiro pra cronometrar as contrações pra enviar pra equipe. 30 minutos em baixo do chuveiro morno, contrações doloridinhas e bem espaçadas: enviamos as informações. Saí do banho, marido foi à padaria, aí o negócio pegou. O banho “apertou” as contrações ao invés de espaçá-las, nessa hora pensei: “Queria que diminuísse pra eu dormir um pouco” e logo depois “Hoje Pedro chega.”

Quando o marido chegou da padaria, eu estava sentada no vaso (era o lugar mais confortável da casa) chorando porque a dor estava bem forte. Ele preparou a casa com os plásticos e lençóis e pediu pra Doula voltar, eu estava com MUITA dor. Ele foi tirando minha roupa, e, quando vi, já estava nua e assim fiquei.

. Logo (ou não, nessa hora já não tinha muita noção de tempo) a Doula chegou e colocou agulhinhas de acupuntura na lombar para aliviar a dor. Ajuda bastante.

Eu fiquei quase todo o tempo de quatro, no início pernas esticadas e braços apoiados no sofá, era a forma que eu aguentava quando as contrações vinham.

Às 20h45 a bolsa estourou. Achei que as contrações iriam doer ainda mais, mas não senti diferença significativa de antes ou depois da bolsa estourada. A Doula entrou em contato com as parteiras e, por volta de 21h40, elas chegaram (eu acho, pois o Félix (novela Amor a Vida) estava na TV essa hora). Uma delas perguntou se eu queria fazer um toque para ver a evolução, e (claro) aceitei. Meu pensamento era: Se eu tiver com poucos centímetros não vou aguentar, vou pagar a língua e ir pro hospital. Só queria que a dor passasse.

Ela fez o toque e, pra minha surpresa e deleite, estava totalmente dilatada e só faltava uma pontinha de dedo pra ele nascer. Ouvir isso me deu um gás. Faltava pouco agora.

As contrações continuavam bem doloridas, e elas sugeriram que eu fosse pro banquinho de cócoras pra ajudar o bebê a descer. Meu marido ficou apoiando minhas costas, e eu fiquei fazendo força.

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Não sei por quanto tempo fiquei nessa posição, mas ele não estava descendo como “deveria” e elas sugeriram mudar de novo, tentamos mais umas 2 posições, mas elas não eram eficientes, e, cada vez que eu precisava me mexer e mudar de posição, doía MUITO! Elas tentaram fazer rebozo, mas isso doeu mais que tudo e pedi pra elas pararem, no que fui prontamente atendida.

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Pedi pra me sugerirem outra posição que ajudasse ele a descer e finalmente nascer. Elas sugeriram cócoras, mas eu não consigo ficar nessa posição (nunca consegui), então a Doula pediu pra eu ficar de joelhos no chão e sentar nos calcanhares, essa posição ficou “confortável” e segui fazendo força. Num determinado momento (não me lembro qual), elas pediram pro marido sentar no sofá, ele ficou de mãos dadas comigo incentivando, a Enfermeira ficou com a mão apoiada no alto da barriga pra ele não subir quando a contração acabasse. A Doula fez um movimento de “apertar” a lombar pra ajudar a passagem, e a obstetriz estava embaixo, separando os lábios pra ajudar a saída. Depois esse COMBO, mais umas 3 contrações, senti Pedro sair.

Ele saiu com tudo, de uma vez só. E a dor sumiu feito mágica.

Fiquei imóvel esperando o chorinho que veio um pouco depois, baixinho. A obstetriz deu o Pedro pro meu marido, me viraram (eu estava de costas pra onde ele nasceu) e sentaram no sofá. Meu marido entregou o serzinho pequeno e vermelho pra mim – o choro continuava baixinho, sem gritos, sem desespero. Ficamos esperando o cordão parar de pulsar, e ele não quis mamar naquela hora. Ficamos só olhando.

NasceuCordão

 

 

 

 

 

 

 

Meu marido que cortou o cordão. Depois, tomei ocitocina pra auxiliar a saída da placenta. Não sei quanto tempo demorou. Após a saída da placenta, fui tomar um banho, lavei os cabelos e voltei pro quarto pra ver se tive lacerações. Tive algumas no início do canal – eu sei que fiz força “além da conta”, mas períneo íntegro (e viva o epi-no).

Depois da foto com a equipe, tomamos lanche (fiquei com uma fome sem igual) e ficamos eu e meu marido namorando nosso bebezinho recém-chegado no chão da sala com 3.400Kg, 50 cm, apgar 7/10, mecônio espeço e uma circular de cordão.

Equipe

 

 

 

 

 

 

E assim foi a chegada de Pedro à nossa família.

Espero que gostem e se inspirem a parir.

Fotos: Arquivo pessoal (relevem a qualidade foram tiradas do celular e poucas com flash)

Enquanto isso….

Olá meninas!

Enquanto não chega o dia da nova consulta com o GO (14/11), vamos papeando por aqui, néan?!

Essa será minha última consulta com esse GO, em agosto quando fiz minha primeira consulta pensando já em engravidar ele me passou os exames e eu já perguntei o que ele achava sobre parto normal, as respostas dele foram dignas da página Moça, teu GO é cesarista.

 

ImagemPrimeiro ele disse que achava PN ótimo, mas que o TP duram em média 12 horas de dores muito fortes onde o útero se expande para o bebê sair, depois que havia feito um parto normal em uma oriental e ela aguentou as dores sem reclamar, porém uma das pacientes (brasileiras) dele não aguentaram nem uma hora de dor e pediram a cesária, nesse momento eu disse que tinha amigas que tiveram parto natural, ele me interrompeu e disse que a vida sexual é muito importante nos dias de hoje e que a vagina tem em média 3 cm (ele fez uma forma juntando o polegar e o indicador) e passará um bebê de 3.000 Kg em média ou seja, a vagina não voltará ao normal então eu teria que discutir isso com o meu marido e não com minhas amigas. Argumentei que uma amiga teve gêmeos de PN e não teve problemas, ele rebateu com: gêmeos são menores, bebês até 2.500 Kg não causam tanta dilatação e a vagina volta ao normal.

Sai dessa consulta bem decepcionada, mas realmente achei que ele só estava tentando me mostrar a realidade do PN, mas depois que a ficha caiu mesmo, percebi que se fosse uma pessoa “alienada” ele teria me colocado um medo irracional do PN, mas o que ele não sabe é que eu tenho me informado muito sobre o assunto e ele não me assustou, apesar do medo de sentir dor =D

Voltei lá com os exames como contei aqui, mas não toquei no assunto e deixa ele achar que ainda serei paciente dele, realmente não estou a fim de comprar essa briga, prefiro mudar antes. 

Conversei bastante com minhas amigas e com a minha mãe que teve PN e elas me tranquilizaram, disseram que dói bastante sim, mas que depois que o bebê sai a recuperação é ótima e principalmente pro bebê é a melhor opção.

Consegui uma médica indicada por duas amigas e num blog de uma doula da cidade onde moro, mas só consegui marcar para dezembro. Como ainda estou na fase de pré – tentante, marquei e vou lá dia 11/12.

Meu marido super me apóia em relação ao parto, sempre separo várias matérias e depoimentos de blogs pra ele ver. 

A “discussão” entre nós agora é sobre o aleitamento exclusivo até os 6 meses, ele acha que o bebê precisa sim de água antes disso… To separando algumas matérias pra ele ler sobre isso! Mas é assunto pra um outro post!

Beijocas e uma ótima e ensolarada semana!